Artigos · Pós-operatório

6 mitos sobre o pós-operatório de cirurgia plástica

Drenagem tem de doer? Fibrose é sempre má? Desfazemos 6 mitos comuns sobre a recuperação da cirurgia plástica.

Entre conselhos de amigas, vídeos nas redes sociais e fóruns online, há muita informação contraditória sobre como recuperar de uma cirurgia plástica. Vamos separar o que é mito do que realmente ajuda.

Mito 1: “A drenagem tem de doer para funcionar”

Falso. Nas primeiras semanas, os tecidos estão inflamados e sensíveis. Manobras dolorosas podem aumentar essa inflamação. Um tratamento bem feito é ajustado à fase da cicatrização e deve ser tolerável — o conforto faz parte do processo.

Mito 2: “Qualquer massagem serve”

Falso. A recuperação pós-cirúrgica exige conhecimento de anatomia, do tipo de cirurgia realizada e de cada fase da cicatrização. O acompanhamento por um fisioterapeuta com formação específica permite adaptar o tratamento e identificar sinais que devem ser comunicados ao cirurgião.

Mito 3: “Fibrose significa que a cirurgia correu mal”

Falso. Alguma fibrose faz parte da cicatrização normal. O que importa é acompanhar a sua evolução e tratar quando não melhora, causa irregularidades ou desconforto. (Leia mais no nosso artigo sobre fibrose.)

Mito 4: “Quanto mais sessões, melhor”

Nem sempre. O número de sessões depende da cirurgia, da resposta do corpo e da evolução. Um bom plano é individual e revisto ao longo do tempo, com o objetivo de dar autonomia à pessoa — não de criar dependência do tratamento.

Mito 5: “Posso tirar a cinta quando me sentir melhor”

Falso. A cinta de compressão tem um papel importante no controlo do edema e na adaptação dos tecidos. O tempo de uso e a forma correta de usar são definidos pelo cirurgião. Se a cinta magoa, marca a pele ou faz pregas, fale com a sua equipa — uma cinta mal ajustada pode causar problemas.

Mito 6: “Fisioterapia só vale a pena logo a seguir à cirurgia”

Falso. O acompanhamento precoce, na altura indicada pelo cirurgião, é o ideal. Mas quem já passou essa fase e ficou com fibroses, aderências, irregularidades ou alterações de sensibilidade também pode beneficiar de tratamento, mesmo meses depois.

O que realmente ajuda

  1. Seguir as orientações do cirurgião
  2. Iniciar a fisioterapia na altura indicada
  3. Usar corretamente a cinta de compressão
  4. Evitar tratamentos agressivos ou sem orientação profissional
  5. Ter paciência: a cicatrização leva meses, e o resultado final também

Tem dúvidas sobre a sua recuperação? Marque uma avaliação — no consultório ou ao domicílio, no Porto e em Vila Nova de Gaia.

Fernanda Curto · Fisioterapeuta, cédula profissional n.º 15133 (Ordem dos Fisioterapeutas). Este artigo é informativo e não substitui as indicações do seu cirurgião. Sobre a autora

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